Listas marotas: os 5 melhores livros de 2018

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Fonte: Unsplash


| Por Clara Taveira |

E vamos para mais uma lista marota, dessa vez, os melhores livros lidos de 2018. 

Nessa lista mostrarei cinco livros (+ um de bônus) que mexeram comigo nesse louco ano que se foi. Não está em ordem de importância, de vendas, de leitura, nada. É uma lista tão doida quanto 2018 foi. 

Há diversos outros livros que eu amei, claro, é só você olhar no meu Skoob, se desejar. Essa é uma lista compacta, resumão do resumão. Vem comigo!



O Xará 


Se não me falha a memória, esse foi o primeiro livro da TAG que eu li. Veio num momento incrível onde eu estava exatamente refletindo sobre nomes, sobrenomes, pseudônimos e afins, e foi um daqueles acasos literários que a gente guarda pra sempre no coração.
É um livro muito, muito incrível, daqueles com corpo, que você lê sentindo cheiro, saboreando gostos, sabe? Gógol é possivelmente meu personagem preferido de 2018, consigo entender a sensação de não pertencer a lugar algum dele (não por experiência própria, mas sim porque a autora é uma deusa).
Eu recomendo que se adquira a edição da TAG, porque a experiência é incrível! Se você clicar AQUI e assinar, você ganha um crédito de (se não me falha a memória, que está falhando muito hoje, notou?) 35 reais! Maaaas, se estiver no clima de ler no Kindle mesmo, deixo o link logo abaixo.


Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido entre diferentes modos de vida. É com esses elementos, transformados por uma prosa tão delicada quanto profunda, que Jhumpa Lahiri comprova em seu primeiro romance as qualidades que lhe renderam o prestigiado prêmio Pulitzer por seu livro de estreia, a coletânea de contos Intérprete de males. Uma das mais importantes vozes da literatura em língua inglesa, a autora é convidada da Flip em 2014.

O protagonista de O xará, Gógol, sente-se perdido entre duas culturas: a dos Estados Unidos, onde nasceu e vive, e a que veio da Índia e nos corações de seus pais, imigrantes em busca de oportunidades em território americano.

No novo país, sua mãe logo começa “a se dar conta de que ser estrangeira é uma espécie de gravidez eterna — uma espera perpétua, um fardo constante, um sentimento contínuo de indisposição”. Recém-chegados, ela e o marido enfrentam um primeiro e significativo obstáculo: são obrigados a registrar o filho ainda na maternidade, antes de o “nome bom” – o que deve ser usado na vida pública, por tradição escolhido pela avó materna – chegar por carta de Calcutá.

É por essa razão que, além do sobrenome indiano, Gógol tem de aprender a lidar com o nome de batismo que homenageia o grande escritor russo. O romance acompanha a família Ganguli em suas constantes viagens, físicas ou espirituais, entre tradições e costumes, entre a Índia e os Estados Unidos, entre o passado e o presente.

São as tentativas de lidar, da infância à maturidade, com o choque das culturas e suas consequências na vida de uma pessoa comum – na relação com os pais, na educação sentimental, na vida profissional – que dão o tom em O xará.





Respire Fundo



Um dos livros nacionais que mais mexeram comigo esse ano, como autora e como leitora, ainda que não tenha curtido muito o final (já disse que achei limpinho demais). Como foi o único da lista que já fiz resenha, não vou me estender muito: é só clicar AQUI e conferir!


Quando disse "sim" no altar, Andréia Borges não esperava levar um golpe. De empresária com prestígio e dinheiro a mãe de carreira solo sem um puto no bolso.
A solução para isso foi simples: Respirou fundo, limpou os joelhos da queda e fez o que as mulheres fazem quando se vêem com um filho para criar e nenhum suporte.
Na contramão vem Bento Castro, um arquiteto premiado, herdeiro da empresa do pai, muito bom com desenhos e projetos, mas um péssimo administrador. Vê seu império ruir um pouco por dia e não sabe o que fazer. Nem como.
O leitor pode achar que esta é mais uma história de um CEO que se apaixona por uma mocinha pobre e indefesa.
Mas você já viu uma mãe ser menos que leoa?
Não é que Bento se apaixona, veja bem: 
É que Andréia o deixa sem ar.







A Improbabilidade do Amor



Possivelmente o livro que mais me deu porradas na cara enquanto escritora. O modo de narrar da autora inglesa fez com que eu me sentisse uma criança de 8 anos de idade querendo escrever livros, então não tem como dizer que não amei profundamente essa belezura! 
Ele só tem edição física por enquanto e vale cada centavo, não somente pelo projeto gráfico maravilhoso, mas também pela história deliciosa (estamos montadas nos adjetivos hoje, não é mesmo?)!


“Uma obra escrita com inteligência e coração” – The Economist Quando Annie McDee encontra um quadro sujo em um obscuro brechó, ela não tinha ideia do que descobriu. Chef talentosa, mas falida, Annie cedeu ao impulso e gastou as últimas libras que tinha no bolso em um presente para um homem que mal conhecia. Enquanto se debate com a solidão de um coração partido e a falta de perspectiva, ela está longe de imaginar as repercussões de sua pequena extravagância: singelamente pendurada em sua casa está agora uma obra-prima. De repente, Annie se vê sugada pelo tumultuado mundo das artes de Londres, povoado por socialites, oligarcas russos, leiloeiros desesperados e comerciantes sem escrúpulos, todos planejando colocar as mãos em sua grande descoberta. Na tentativa de desvendar o passado da pintura, Annie descobrirá não apenas uma lista de antigos proprietários ilustres, mas alguns dos segredos mais sombrios da história europeia. E, quem sabe, se abrir novamente ao amor.






Orgulho e Preconceito


Clássico. Li pela primeira vez aos vinte anos, mas quem não é uma pateta com essa idade, não é mesmo? Eu com certeza era e não aproveitei um terço do que deveria. Por isso, decidi reler, na edição incrível da Martin Claret (quem diria, né? Dez anos atrás ela acumulava prêmios de piores edições e capas, e agora tá arrasando corações!), e aí sim eu tive a experiência completa de compreender o fascínio por esse romance.
Recomendo por demais essa edição, as colagens são absurdas e valem muito a pena.


"Orgulho e preconceito" é o livro mais famoso de Jane Austen e possui uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada. A nova coleção possui capa dura e estilo inspirado nos bullet journals.





O Tempo Entre Costuras



Eu adoro uma história com costureira e não vou negar jamais. Comecei esse livro em 2017, mas abandonei e decidi que terminaria em 2018. Foi o que eu fiz, me xingando mentalmente por não ter concluído a leitura antes. A meta para esse ano é ler outros livros da autora.

É um livro de leitura fácil, porém longa. Repleta de referências históricas, precisei de fôlego para não abandonar Sira, porque livros com guerra de pano de fundo não me fazem muito bem. Porém esse livro foi uma brilhante exceção a esse bobo preconceito, então posso dizer com segurança que ele merece seu espacinho nessa lista. 
Assistir a série depois é bem divertido, recomendo. O livro está sempre em promoção na Amazon, mas dê uma chance para a edição de capa dura.



A escritora María Dueñas é um verdadeiro fenômeno. Quando ela lançou este maravilhoso O tempo entre costuras, em 2009, não esperava a repercussão que alcançou. Hoje, disputada pelas maiores editoras do mundo, María Dueñas é comparada a Carlos Ruiz Zafón por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais. 
A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê--la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora que um dia se apaixona loucamente, parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos.
Seria injusto classificar O tempo entre costuras. Mais correto seria dizer que se trata desses romances deliciosos nos quais cada página provoca uma sensação diferente no leitor. María Dueñas é dessas autoras que sabem realmente falar e tocar os leitores.





Bônus: Um Homem Chamado Ove | Fredrik Backman


Lembra que mencionei um bônus no começo? É o Ove. Já falei dele na última lista marota, mas como se tratou de possivelmente o melhor livro do ano, é necessário que apareça aqui.
Também recomendo que se veja o filme em seguida, tem o no YouTube Filmes por um valor baixíssimo!


Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda. Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma. Um romance comovente que mostra como amor e bondade podem ser encontrados nos lugares mais inesperados.





Gostou da lista? Amou muito um livro ano passado e quer contar para o mundo? Manda sugestões, são todas bem-vindas!

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