O Beijo da Lua, de Nana Valenttine

domingo, janeiro 21, 2018

|  Por Clara Taveira  |


Um belo dia, um print polêmico surgiu em um grupo de leitores no WhatsApp. Era um flagra de uma leitora aleatória dizendo ser apaixonadíssima por romances de época, leitora voraz de todas essas autoras gringas que estão bombando há milênios, sabem quais? Mary Balogh, por exemplo? Então.

Quando questionada sobre autoras nacionais que escrevem romances de época, a leitora mudou totalmente de personalidade: saiu de pessoa fofinha e doce para um monstro trevoso e disse que tinha horror de literatura nacional. Para completar a desgraceira, ela disse que não havia autoras nacionais que soubessem fazer um romance de época direito, com enredo, gramática e pesquisas necessárias.

Não vou mencionar quem foi (até porque eu realmente não me recordo) nem vou detalhar a onda de fúria que se seguiu disso. Vou fazer melhor: uma resenha do amor do primeiro livro de minha autora de romances de época preferida NO MUNDO INTEIRO, a Nana Valenttine.

O Beijo da Lua surgiu como um trabalho de revisão e, mandando a real, na boa mesmo, foi um dos MELHORES que passaram por mim. O livro tinha o pacote completo: enredo, carisma, química entre o casal, emoção. Foi um dos trabalhos em que eu mais precisei voltar e reler capítulos inteiros, pois me concentrei tanto na leitura, que esqueci de revisar.

O Beijo da Lua conta a história de Luna, uma jovem incrivelmente doce e totalmente ferrada pela vida. A bichinha, coitada, é um amor de pessoa, daquelas que você quer ser amiga e comer biscoitinhos tomando chá, mas Ô DEMÔNIO DE TIO SAFADO ELA TEM!

Quando a pobre da mocinha já está quase resignada a ter uma vida cocozuda, eis que surge o Duque de Blanchard, o gostosão do Michael (me liga, gato), que desestabiliza (ou estabiliza?) totalmente sua vida.

O modo como os dois se aproximam é lindo, delicado, mas ao mesmo tempo empolgante e sensual. Por causa de seu QUERIDO TIO, Luna carrega diversos traumas consigo, e o modo como Michael vai derrubando lentamente suas barreiras é tocante demais, cara.

O livro é o primeiro de Lendas do Amor, uma série com um universo extremamente rico e imersivo, que de modo algum te confunde ou te entedia. Só para vocês terem uma ideia, meu marido também é revisor e foi um dos responsáveis pela revisão do livro 2. Seu comentário ao terminar o livro foi “Whulia Quinn? Julia Quem?”, em referência à autora de romances de época Julia Quinn.

É sério.

Ele é um homem de quase um metro e noventa de altura, peludo e barbado. E ele AMOU o romance, disse achar um absurdo não ter sido fisgado por uma grande editora. Quem conhece Raphael Pellegrini sabe que extrair um elogio desses dele é um sufoco!

Nana Valenttine, além de extremamente talentosa, é uma autora MUITO carismática, simpática e dedicada à escrita. Os brindes que ela me mandou no lançamento do livro estão guardados com tanto amor e carinho, que eu nem tirei alguns das embalagens. E não só isso, ela realmente é uma pessoa do bem, então não há nenhum motivo no planeta para aquela leitora louca do print falar que não temos autoras nacionais de romance de época boas.

Temos sim, viada.

E como temos.



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3 comentários

  1. Quem fala que não curte romance de época de autora nacional, é porque nunca leu nada da Nana!! AMO de paixão os livros dela e adorei a resenha!!❤

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  2. Tu quer é me fazer lacrimejar, sua sem vergonha.
    Amei, amei, amei ❤❤❤❤
    Tô que não me aguento de felicidade aqui por ler essas palavras que você escreveu no modo The flash kkkkkk
    Obrigada ❤❤❤

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