O Ar que Ele Respira, de Brittainy C. Cherry

|  Por Clara Taveira  |


Menina, pense em um livro maravilhoso até o último momento! É esse!

Eu li amarradona esse livro, curtindo cada pedaço dele, vibrando em como a narrativa fluia de um modo simples e leve, apesar do tema, vendo cada pedacinho de um sentimento sendo construído com base em desgraceira…

Aí veio o final.

Calma, esse texto não vai ter spoilers.

Já mencionei que há muitos livros em que a vibe é semelhante à de How I Met Your Mother, não já? O que importa é a trajetória, não o final, lembram? Particularmente, eu amei o final da série, mas não me importo com ele, mesmo se não tivesse amado. Que o Ted conhece a o amor da vida dele, todo mundo já sabe. A série já começa com seus filhos, o título é óbvio. O que acontece depois não importa: a série é sobre COMO ele conheceu a mãe, não quem ela é ou o que acontece com ela.

Esse livro por um pentelhésimo não ganhou meu perdão desse modo. Vou explicar o porquê, ok? Vamos à sinopse primeiro:
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.
Ou seja: é um romance com uma carga dramática alta. E é muito agradável. Tristan é o clássico mocinho barbudo, gostoso e desinteressado (adoro, principalmente porque ele é mais pro lado do desinteresse, pelo que me lembro, do que o da grosseria. Odeio mocinho rude) com um passado sombrio. 90% dos mocinhos de romance são assim hoje em dia, e, salvo o passado sombrio, eu ADORO. Adoro homem com cara de desinteresse e com barba. Deixa eu ter minhas taras, por favor?

Voltando para Tristan: apesar dessas características broncudas, ele tem um coração de ouro, totalmente escondido por camadas de tristeza pelas desgraças de sua vida. Quando Elizabeth aparece com sua filha, as coisas começam a mudar, e isso tudo é tão bonito no livro, sabe?

Não espere um livro besta com bobagens do tipo “o amor salva”, ainda que… bom… seja isso. É e não é ao mesmo tempo, compreendem? Acho que, sim, o amor dá uma help grande na história, mas não há uma certa fantasia de que é só amar um homem com passado sombrio que ele vai se tornar a pessoa mais feliz e curada do mundo.

Escrever um romance sobre um casal com traumas graves é muito delicado e nem todo mundo consegue fazer isso de um modo satisfatório, ao menos em minha opinião. São pouquíssimos, quase nenhum, que conseguem isso dentre os que já li. Esse consegue.

Então qual é o problema dele, afinal de contas?

O maldito final!

Cadê o editor dessa autora, meu Deus, para virar e falar “ei, tava tudo ótimo, mas isso aqui, ó, foi forçar demais a amizade. Assim você quebra a corrente, amiga”?? Porque, sim, quebra demais a corrente!

Há um laço que une os dois, um laço mais profundo do que o amor e o desejo: o acaso. Uma coincidência que começa muito bem, mas termina de modo desastroso e te faz pensar “mas o que raios é isso??”. Eu, particularmente, teria removido tranquilamente essa parte. Era uma grande gordura de frango: desnecessária.

Salvo isso, é um romance de peso, sensual, emocionante e dramático na medida certa de quem gosta de romances tipo Nora Roberts.

E o modelo da capa é uma delícia. Deus abençoe ele e quem o escolheu, amém.


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Um comentário:

  1. Morta kkkkk.
    Eu curti mas ainda está longe de ser um dos melhores que já li como todo mundo aí fala. Pra mim em Sr Daniels ela me tocou muito mais fundo do que nesse aí.

    Beijos

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