Verão Cruel, de Alyson Noël

|  Por Clara Taveira  |

Meu. Deus.

Que livro chato!

Olha, eu não costumo fazer resenha negativa. Não sou fã, fico incomodada com o nível de grosseria que posso usar… Exatamente por isso, essa resenha será curtinha. Primeiro porque não há muito o que dizer desse livro, simplesmente porque ele é… chato!!

Imagine a situação: 

Você é uma adolescente de 17 anos.

Seus pais brigam o dia todo.

Possivelmente vão se divorciar.

Decidem te mandar de férias para a casa da tia, para que possam discutir sem afetar você.

A tia mora em uma bela ilha NA GRÉCIA.

O que você faz?

  1. Fica animada com férias na Grécia.
  2. Fica animada com as férias na Grécia, mas triste pelo divórcio. 
  3. Fica somente triste pelo divórcio. 
  4. Passa semanas reclamando, dizendo que foi abandonada, que é o verão mais cruel da sua vida, que seus pais não se importam com você, que são egoístas e que sua vida é um inferno e você é prisioneira em uma ilha paradisíaca. 

Preciso dizer que Colby, a pobre vítima, escolheu a opção 4??

Sério.

A guria é enviada para férias gratuitas em um paraíso de areia fina e branquinha, mas reclama POR MESES.

Olha, já li mais de 700 livros, mas nunca revirei tanto os olhos como nessa obra de menos de 200 páginas. 

WHY SO CHATO?

A história é sem sal, o mocinho é “mé…!”, os pais não têm voz (ninguém tem, na verdade, é só a voz narrativa enjoada da Colby em cartas, e-mails, bilhetes, posts em blog, etc), as amigas são fúteis, o desfecho é previsível (uma grande mudança na vida dela e no modo como ela vê as... zzzzzzRONC) e o final me fez agradecer a Deus o fato de esse livro só ter custado cinco reais.

(Obrigada, feirinha de livros que aparece no Largo do Machado. O livro foi tenebroso, mas continuo te amando!)

Talvez alguém poderia me criticar por eu fazer uma resenha tão negativa. Confesso, cogitei bastante a possibilidade de não postar essa belezura aqui.

MAS O LIVRO É TÃO CHATO, QUE NÃO AGUENTEI!

Sério, ler esse livro depois de ler a delícia cremosa que foi O Ódio Que Você Semeia (cuja protagonista tem mais preocupações do que “ficar presa em uma ilha paradisíaca”) me fez pensar naquela página do Facebook chamada “White People Problems”. Que diferença. Que mocinha irritante, fútil, mimada.

Cruel foi ter a maravilhosa música do Bananarama associada a essa história.

Que chatice.

5 comentários:

  1. tem como recuperar o tempo perdido? kkkkkk

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  2. Eu gostava dessa autora quando eu era adolescente, mas pensando agora todos os livros dela (quase todos) tem a mocinha mimada q diz que a vida é um lixo kkkkk e tbm só consigo pensar no white people problems

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  3. Resenha boa é resenha sincera! Hahahahaha Eu já li alguns livros da autora e tbm abandonei, da série Os Imortais. Inclusive essa capa e o título não combinam em nada tbm kkkkkkkkkk.

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  4. Ler sobre essa menina reclamando das férias na Grécia, enquanto eu tô no escritório, é bem irritante. Vou passar longe do livro (não que tivesse alguma chance de ir pra minha biblioteca)

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  5. Abandonei essa autor em Os imortais.

    Ou melhor, fui torturada por esta autora em Os imortais. Minha irmã comprou a coleção dessa série em uma promoção e terminei me obrigando a ler toda. Na época, antes de perceber que não sou obrigada a nada, eu não tinha o costume de abandonar livros. Confesso, entretanto, que pulei diversos parágrafos chatos em busca de algo empolgante na história. Pensando bem, a tortura não durou tanto tempo assim...

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