Talvez um dia, de Collen Hoover


Eu vou começar esta resenha dando um aviso: não somos fãs da Colleen Hoover, eu e Aretha, que escreve essa resenha comigo. Pois é… [Não] Nos processe! Métrica é legal, mas aquele último livro foi desnecessário. O Lado Feio do Amor também é bom, mas não é excelente. Ambos deixam a desejar.

Já em Talvez Um Dia… Nossa! A autora nos conquistou! E não foi pelo enredo, mas sim pela inovação. Eu fico imaginando a Colleen em sua casa, pensando: "quero escrever um livro sobre músicos, mas como posso dar um passo além dos que já existem?"

E o que a diva do romance internacional fez? Ela não deu um passo além, ela fez igual ao Tom Hanks em Forrest Gump e correu muito à frente da concorrência. Hoover se uniu ao lindo e talentoso Griffin Petterson e criou o quê? A maior surpresa que eu já tive ao ler um livro. Sério, não é exagero! Nem Anne Rice me surpreendeu tanto!

Estava eu, tranquila, lendo e achando o livro mais ou menos. Meio "mé, legalzinho..." Garota boazinha e bonita mora junto com a melhor amiga falsa. Ela tem um vizinho gostoso e talentoso que todas as noites vai para varanda para tocar seu violão. O vizinho misterioso não canta, apenas dedilha músicas em melodias que ela nunca ouvira antes. Então, Sidney - a garota boazinha que tá na capa - começa a inventar a letra para acompanhar o som. Esta informação é importante, guarde ela aí!

Lembra da melhor amiga que falei antes? Pois é, calhou de ela ser uma traidora, junto do namorado de Sidney. Já deu para entender, não é? Sidney - a coitadinha - descobre tudo na noite de seu aniversário e se vê no meio da chuva, sem muita grana e sem ter onde morar. E agora, quem poderá defendê-la? Não, não é o Chapolin Colorado. Eis que surge: o vizinho, Ridge!

Você pensa que a partir daqui vai ser mais um desses romances de um casal que poderia estar junto desde o início, mas por um motivo plausível não pode, sempre com aqueles personagens secundários divertidos que adoram provocar o mocinho do livro? Basicamente, é isso mesmo. Porém, com um grande diferencial. Dois, na verdade.

Um é uma abordagem natural de um problema físico que o Ridge tem. Eu não vou dizer o que é para não estragar uma das pequenas surpresas desses livro. E a outra - desta vez, estragarei a melhor surpresa - são as músicas que você pode, de fato, ouvir. E que são muito, muito gostosas! 

Sidney e Ridge não devem ficar juntos, mas estão atraídos um pelo outro por diversos motivos, entre eles, a parceria musical. Ridge é compositor da banda de relativo sucesso do irmão. Lembra a informação que eu disse para guardar? Então, aqui que ela entra. Ele está com um bloqueio criativo e Sidney o ajuda a compor. E quando eu digo que ela ajuda, não é apenas como musa inspiradora, eles compõem juntos mesmo. O leitor tem o prazer de ver a música sendo criada e depois pode ouvi-la na deliciosa voz do Griffin Petterson. Isso foi muito genial!

Enquanto lia o livro, eu ficava imaginando que música sairia daquele capítulo, e sempre era melhor do que eu esperava. Eu não concordo com algumas coisas que aconteceram durante o desenrolar da história, e muitas pessoas podem dizer que não é viável a forma diferente que o Ridge percebia as vibrações sonoras. Sabe qual a minha resposta para isso?

Foca na música!

Me diga outro livro que você possa ler como a letra é feita e depois ouvir a melodia ganhar vida? Nenhum que eu me lembre! Ok, talvez o maravilhoso Cordas Mágicas, mas Cordas Mágicas é um livro que ultrapassou todos os limites da maravilhosidade. :D

Se o Ridge foi safado? Eu achei que foi. Se a Sidney precisava daquele tempo enorme? Provavelmente, não. Se este livro merece ser lido? Com certeza, sim!

Ok, talvez nós duas, Aretha e eu, sejamos um pouco tendenciosas, já que amamos livros que envolvam música. Mas, mesmo assim, só temos a dizer que a autora está de parabéns. A escrita é ótima, afinal é Colleen Hoover, o enredo até tem alguns pontos que deixam a desejar, mas, mesmo assim, devido a sua maravilhosa e original playlist, considero um dos meus livros favoritos sobre músicos e ele terá um lugar especial em minha prateleira.

Agradecimentos à Aretha V. Guedes, autora e amiga que não só me indicou a leitura, como fez a resenha comigo.



Resenha originalmente postada no nosso parceiro Encontros Literários.


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