Filme: Mulher Maravilha



Coloque para tocar a composição que Hans Zimmer fez para a Mulher Maravilha em pareceria com o DJ Junkie XL em Batman vs Superman e se prepara, que lá vem resenha!


Por que eu começo falando sobre o tema da heroína? Porque não tem uma vez em que a música toca em filmes de heróis que eu não fique arrepiada. Mas quando toca essa no filme protagonizado pela linda e talentosa Gal Gadot, a coisa definitivamente fica séria. Entraram ciscos em meus olhos inúmeras vezes.
Eu me lembro de ouvir minha mãe falar, mesmo quando eu era menina, o quanto ela amava a Mulher Maravilha e a Mulher Biônica, mas definitivamente Diana Prince era a sua favorita. Ela fingia ser a heroína para limpar a casa da sua família mais rápido. Ela conta que abria os braços para os lados e girava pela sala imaginando que se transformava na heroína, exatamente como na série de TV protagonizada por Lynda Carter entre 1975 e 1979. Eu sempre ria dela; realmente nunca tive muito interesse pela Mulher Maravilha. Eu sempre fui team Batman e outros heróis, mas não a Mulher Maravilha. Mesmo quando vi a Liga da Justiça, continuei não muito fã. Eu era exatamente assim com o Hulk também, mas depois que Mark Ruffalo entrou na jogada, eu simplesmente me apaixonei.

Outra pessoa da minha família que gosta (eufemismo do século) da Princesa de Themyscira é meu tio. Ele não só ama, como tem uma empresa chamada Multiverso Mulher Maravilha, é ilustrador da Dínamo Estúdio e também trabalhou para a DC Comics e para a Marvel. A proporção do seu amor por Diana Prince é diretamente ligada ao seu talento para ilustração: ENORME.




Sendo assim, a partir do momento em que começaram os rumores do filme, eu o vi surtar. Com o passar do tempo, continuei acompanhando as suas reações, até que finalmente o filme foi lançado. Eu pensei: "vou esperar ele assistir o filme e ver o que ele vai dizer sobre". Quando percebi que ele estava indo pela quarta vez no cinema, sem exageros, achei que estava na hora de assistir.

E, pessoas, eu vou dizer a vocês: eu tive um momento tcharam dentro do cinema. Um dia eu conto para vocês sobre todos os momentos tcharam que filmes e séries me proporcionaram, mas Mulher Maravilha definitivamente me proporcionou um épico.

FILMÃO DA PORRA!

Uma vez que a história da Mulher Maravilha não foi tão contada quanto a história de outros heróis, era de se esperar que fosse uma coisa meio Begins. Logo, o início do longa trata de nos contar como a Princesa foi forjada do barro e ganhou vida por Zeus, Deus dos Deuses, ficando sobre a proteção de Hippolyta, rainha de Themyscira e sendo treinada pela General do exercito da rainha, Antiope. Um mundo onde só existiam mulheres, as Amazonas, um exército também criado por Zeus para derrotar seu filho Ares, Deus da Guerra. Logo, se apenas mulheres povoavam a ilha, não havia homens, então ninguém procriava, por isso o barro e tudo mais.

Diana cresceu entre mulheres e escutando sobre a glória das amazonas que derrotaram Ares, porém a General Antíope não acreditava na morte do Deus e por isso treinava Diana mais arduamente do que qualquer outra Amazona. Ali havia um segredo. E ele não demora muito a ser percebido. Pelo menos não para mim.

Quando Diana cresce e atinge a sua idade madura, idade essa que será para sempre... Pausa para dizer que eu também gostaria de ter a mesma aparência para sempre se fosse para ser como a Gal Gadot. Que mulher!



Voltando, o Capitão Steve Trevor, interpretado pelo ator Chris Pine, entra na jogada: por causa de um acidente de avião, ele acaba atravessando a barreira mágica entre a Ilha de Themyscira e o mundo dos humanos e cai diretamente no oceano sendo salvo por Diana. Os dois não têm muito tempo para conversar, já que outros homens, soldados alemães para ser exata, invadem a barreira, descobrindo o mundo das amazonas, então a primeira batalha acontece e Diana demora um pouquinho para entender o que está acontecendo.

Quando as amazonas chutam as bundas dos soldados – yay! – elas levam Steve para um interrogatório, e o laço da verdade aparece, aquele que o caboclo não consegue mentir de jeito nenhum se estiver enrolado nele. Ele conta que é um espião americano e tudo o que está acontecendo no mundo dos homens. A guerra, as mortes, torturas, mulheres, crianças, pessoas inocentes morrendo e sofrendo pela barbárie do homem.

Diana tem o estalo: Ares está vivo, e ela precisa matar o Deus da Guerra de vez. Então ela sai da Ilha escondida por Zeus e vai para o mundo dos homens com Steve.

Os tapas na cara da sociedade começam neste momento, quando Diana e Steve chegam em Londres. De forma cômica e não muito sutil, Diana explica uma e outra vez por que é absurdo mulheres serem proibidas de participar de reuniões, por que é ridículo uma mulher se encher de roupas desconfortáveis das quais sequer conseguiriam se defender ou correr, enquanto os homens usavam calças e ternos, por que mulheres chamadas de secretárias podem muito bem serem chamadas de escravas – eu ri demais nessa parte – e, principalmente, que mulheres não são inferiores aos homens, são fortes, inteligentes e destemidas. Elas só precisam de uma chance para mostrar.

Finalmente eles descobrem a intenção do vilão e traçam um plano para acabar com o General Erich Ludendorff e a Doutora Poison – um personagem que eu sinceramente não vi graça, mas quem sou eu na fila do croissant?

Quando eles finalmente chegam ao front, onde a guerra está em seu auge, Diana ganha um banho de realidade. Veja, a grande sacada do filme para muitos é a inocência da Princesa. Ela é forte, é destemida, é empoderada, mas é uma menina ainda, e inocente, nunca teve contato com o mundo dos homens, e a realidade das mazelas que acercam este mundo lhe ferem. Mas também lhe dão forças. E é nesta cena que eu arrepiei até os pelos da minha sobrancelha.

A música. Aquela composição maravilhosa toca novamente. Diana tira o longo casaco e finalmente, FINALMENTE, mostra a sua armadura e o seu lado badass.

Por mim, sinceramente, o filme poderia ter terminado ali, a cena foi louca, a melhor, simplesmente de acelerar o coração e fez valer a pena todos os mais de 500 milhões de doletas que o filme arrecadou de bilheteria até agora.

Na cena, Diana está inconsolável com o tanto de pessoas inocentes sofrendo escondidas na área de combate, ela quer fazer algo sobre, mas o Capitão Steve diz que é impossível, que estão há mais de um ano naquela posição e não conseguem avançar, já que os alemães tem muito mais homens e munição do que eles.

Nesta hora, eu gostaria de mudar a fala da Mulher Maravilha e fazer com que ela dissesse: Bitch, please! Jogando sua capa longe e colocando a sua tiara, ela sobe para o front e chuta a bunda de todo mundo. Tipo: SOZINHA. Steve e os outros camaradas se tocam começam a correr para ajudá-la, mas sabemos que era desnecessário. Eles devolvem a cidade para o povo sofrido e ficam um diazinho lá para descansar e rolar um romance entre o Capitão e ela. Romance esse que sinceramente, achei desnecessário até o final.

E por falar em final, vou evitar spoiler, mas digamos que me surpreendeu. Principalmente a questão de Ares, são poucos os filmes em que erro o mistério, geralmente eu sou a mãe Dinah cinematográfica, sempre acerto quem é o bandido, onde está a farsa e quem é o assassino. Não desta vez. Surpreendeu. E surpreendeu como o Steve Trevor, que passou o longa todo como coadjuvante finalmente mostrou o seu significado no filme todo.

A grande batalha da Mulher Maravilha não teve a mesma emoção do avanço do front para mim, e mesmo assim foi um show absurdo de efeitos especiais e lições a serem aprendidas.

Lição número 1: Mulheres são fodas! Maravilhosas e, sim, grandes heroínas, mesmo sem laços da verdade, espadas ou escudos. Nós somos maravilhosas e ponto final.

Lição número 2: O homem é mau em sua essência. Nós não precisamos de um Deus, magia ou qualquer estímulo para sermos maus. Nossa corrupção nasce conosco e cabe a nós nos moldarmos para escolher o lado bom.

Lição número 3: Mulheres podem lutar na guerra e manter seus cabelos belos, ondulados, brilhantes e... não, pera! É um filme, caceta!

Para terminar, gostaria de listar algumas curiosidades sobre o filme:


– Gal Gadot não usou dublês até o finalzinho das gravações, pois ela descobriu que estava grávida e precisava tomar cuidado com as cenas de ação;

– Gal provou ser uma mulher maravilha de verdade: ela treinou por nove meses levantando pesos todos os dias e treinando forte artes marciais para poder fazer suas cenas de ação;

– Todas as atrizes e figurantes da ilha passaram por treinamentos pesados para serem verdadeiras amazonas;

– A ilha de Themyscira pode não existir, mas o paraíso onde foram gravadas as cenas existe: elas foram feitas em uma ilha italiana.

–  As cenas em Londres foram de fato gravadas em Londres e, assim como em Harry Potter, pontos da cidade, como a estação de trem, pararam para a gravação.

– Mesmo Gal sendo toda fodona, linda, maravilhosa e perfeita, ela recebeu um cachê de apenas 300 mil dólares, enquanto Henry Cavill recebeu 13 milhões para fazer Super Man e Ben Affleck recebeu 20 milhões para fazer Batman. Mesmo com todo o tempo de carreira dos outros dois atores e mesmo com o fato de que Gal receberá ainda uma porcentagem da arrecadação do filme, vale lembrar que ela recebeu o mesmo salário para Batman vs Superman e receberá a mesma quantia para fazer a Liga da Justiça. Isso é questão absurdamente de gênero SIM. Não são um ou dois milhões de diferença, são 46 vezes a diferença entre o salário do Ben Affleck e dela por exemplo. Pense nisso. Embora a mensagem do filme fosse totalmente de empoderamento feminino, a protagonista ainda recebeu um salário muito mais baixo do que seus colegas receberiam.

– NÃO é a primeira vez que fazem algo legal sobre empoderamento. Xena – A princesa guerreira e Buffy – A caça vampiros estão aí para provar isso, mas concordo que Mulher Maravilha deu UP na autoestima da mulher. Ou, ao menos, deveria ter dado.


Bem, eu espero que tenham gostado da resenha! Deixem seu comentário contando o que acharam, por favor. É minha estreia como parceira do Capitu Já Leu, então obrigada por me ler!







3 comentários:

  1. Suspeita pra falar, mas amei, Carol! Obrigada!

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  2. Que filme!!! Me arrepiei toda assistindo. O que foi aquela cena da terra de ninguém? Nossa, ela joga a capa e eu queria que ela falasse "observe e aprenda". Saiu até umas lágrimas de emoção com a música, e eu pensando "que mulher". Amei tudo.

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  3. Quando uma resenha só aumenta sua vontade de ver o filme! AAAAAAAAAA preciso ir logo!!

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