Cordas Mágicas, de Mitch Albom


|  Por Clara Taveira  |

Você tem uma lista dos seus livros preferidos? Um top 10, um top 5? Eu tenho uma. É um top 111, tem livro pra caramba nessa lista. Mas, se for para fazer uma lista pequena, posso pensar em um top 3, e só tenho a dizer o seguinte: o livro da presente resenha está nele COM CERTEZA.

Gente… Que livro maravilhoso. Foi o melhor livro que li em 2016 com toda a certeza do mundo. Que livro!

Como já disse várias vezes em minhas resenhas, quando eu amo um livro num nível louco, eu fico meio lerdinha. Só sei dizer que o livro é lindo, que é isso, que é aquilo… Mas o que eu posso fazer? Eles mexem comigo nesse nível, meus neurônios ficam meio extasiados de prazer e vão tirar um cochilo!

O que eu posso dizer de Cordas Mágicas? Uma narrativa perfeitamente construída, cheia de musicalidade, com personagens profundos e carismáticos, enredo surpreendente e, vejam, uma playlist real no Spotify, com músicas criadas para o livro e músicas já existentes (sério, maravilhosa, escutem! O link está na legenda da foto de capa da playlist, logo abaixo).


Link para a playlist no Spotify aqui.

Ah, tem mais uma coisa incrível nele: a mistura de personagens com pessoas reais. Há capítulos “contados” por artistas do rock, por cantoras muito boas, mas não tão conhecidas (como a Ingrid Michaelson), por pessoas que você pensa “olha, essa pessoa não existe de verdade??”. Sim, existe. E elas contam a história do Frankie!

Contada inteiramente por conhecidos, fãs ou alunos do violonista Frankie Presto e, pasmem, pela Música (sim, a Música é uma personagem com voz e memória!), a história marca a trajetória de um músico tão talentoso e famoso quanto Elvis Presley (inclusive, eles até trabalham juntos no livro), do início da vida ao final. E que início. E que final!

As cordas mágicas do título são cordas que Frankie ganha quando pequeno e que, além de durarem muito, ficam azuis quando ele muda a vida de alguém com sua música. Confesso: foi a coisa que eu não prestei muita atenção, essa parte meio fantástica, meio mágica da história. As referências musicais, os relatos da Música (ok, isso também é fantasia), a vida de Frankie, tudo é maior, mais surpreendente, mais cativante, mais impressionante que esse detalhe. Mas isso não o torna ruim, não, não. As cordas fazem parte de quem Frankie é, com seus problemas, seus talentos, seus desejos, seus receios.

Outra coisa muito importante de se ressaltar é que, além de uma história maravilhosa, a forma como ela é contada é um dos pontos altos da narrativa. É cativante, surpreendente e muito fluido, muito mesmo. Essa mistura de real com ficção, entrevistas com narrativa padrão, relatos da Música e de parentes, uau. Que delícia. Um banquete para pessoas como eu, que adora livros com diversos pontos de vista.

As Cordas Mágicas, como já disse antes e vou repetir, foi o melhor livro que eu li em 2016. Vai ficar para sempre na minha estante e num cantinho especial no meu coração, ao lado de outros livros como Vaclav & Lena e Dom Casmurro.

Aliás… tá na hora de fazer resenha desses dois, né?

É! :)


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